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Servidora do Santo Antônio é homenageada em evento contra a violência feminina

  11 de Mar de 2020 ás 13h 33min


Para ela [Evilândia] foi uma felicidade muito grande. “A gente se sente honrada”, fala entre sorrisos.

Para manter sua estrutura enorme com várias salas cirúrgicas, UTI adulto, infantil e as mais diversas especialidades médicas, inclusive o tratamento contra o câncer e um funcionamento de 24 horas, o Hospital Santo Antônio conta com cerca de 600 colaboradores. Na unidade hospitalar as mulheres se destacam em suas funções e são a maioria frente à, apenas, 110 colaboradores do sexo masculino.

O investimento em treinamentos e capacitações é constante, mas é preciso valorizar também o material humano. A administradora hospitalar Andréia Queiroz revela que há uma atenção e um cuidado por parte do hospital e sua administração em reconhecer os esforços de seus colaboradores, por isso, indicou, a servidora Evilândia Soares Lucena, que está na instituição desde 2003 e hoje desempenha a função de sub-chefe de cozinha, para receber a honraria e homenagem promovida pela Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher.

Para ela [Evilândia] foi uma felicidade muito grande. “A gente se sente honrada”, fala entre sorrisos. Já em relação à palestra da noite, disparou: “nós, mulheres, temos muitos poderes e não é sobre mandar que eu falo. A gente pode muitas coisas que, hoje, enxerguei, que estão adormecidas e que se eu lutar por algo que queira eu consigo, pois nada é impossível”.

Evilândia confessa, ainda, que nunca presenciou casos que violência contra a mulher dentro do hospital. Ela sabe que já houve atendimentos, mas nunca viu, por isso indica que quem precisar pode confiar que o trabalho de ajuda é sigiloso. Por outro lado, diz que já presenciou casos ocorridos na vizinhança e que não são nada agradáveis a violência física nem a verbal.

O hospital é parceiro do movimento porque também é uma das principais portas de entrada quando a mulher sofre violência física, tomando conhecimento, muitas vezes, antes do envolvimento policial, pois muitas não querem ou têm vergonha de denunciar seus agressores e sofrem em silêncio. Lá dentro existe uma comissão interna composta por enfermeira do trabalho, psicóloga, administradora e outros profissionais que trabalham de forma sigilosa e bastante efetiva.

A noite de homenagens contou, ainda, com uma palestra focada em revelar o poder que a mulher tem o que corrobora, exatamente, com o sentimento de Evilândia. Para ela, chegar a sub-chefe de cozinha, que ´o que tanto almejava e, agora, ser escolhida entre tantos colegas para receber a homenagem a fez se sentir muito mais poderosa.